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Organizações pedem compromisso de candidatos à presidência com direitos de meninas 

O Instituto Alana, por meio do programa Prioridade Absoluta, junto de diversas organizações que compõem a Rede Meninas e Igualdade de Gênero (RMIG), enviou carta a candidatas e candidatos à presidência da República, pedindo o compromisso com as meninas e a igualdade de gênero.

“Sem a ativa promoção da igualdade de gênero, não haverá desenvolvimento sustentável e justiça para todas e todos”, afirmou o documento. “Acreditamos que neste ano de eleição é imprescindível o engajamento das candidatas e dos candidatos à presidência com a promoção dos direitos das meninas e da igualdade de gênero”.

O texto elencou os marcos legais históricos que garantem os direitos das mulheres, mencionou os riscos e violações a que estão expostas diariamente – tais como a gravidez na adolescência, a violência sexual e o casamento infantil – e as desigualdades que enfrentam na sociedade. “Considerar o cenário de desigualdades e buscar formas de superá-las nas políticas públicas se apresenta como tarefa urgente para atores e atrizes sociais, gestão pública e ativistas da infância e adolescência”, explicou o texto.

A carta afirmou que é urgente que os presidenciáveis se comprometam com um governo que reconheça a universalidade e a indivisibilidade dos direitos humanos de meninas e mulheres e a perspectiva da igualdade de gênero como algo fundamental para acabar com discriminações, faltas de oportunidade e violências.

O documento também pede que as políticas do Estado sejam formuladas de maneira independente de princípios religiosos, além da transversalidade das questões de gênero, infância, adolescência, classe, raça, etnia e de orientação e expressão afetivo-sexual na elaboração de todas as políticas públicas.

“Reconhecemos que é essencial que se discuta a igualdade de gênero desde a infância. Muito foi feito, mas ainda é preciso muito mais para que meninas e mulheres possam vivenciar plenamente seus direitos humanos. A luta pela igualdade de gênero e empoderamento das mulheres e meninas deve ser a missão de qualquer governo, sem a qual qualquer projeto político e seus demais objetivos fracassarão”, concluiu.

 

Foto: Charlein Gracia/Unsplash

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